domingo, 4 de dezembro de 2011

Leia, pare e reflita

"Muitas vezes o que se cala faz maior impacto do que o que se diz".
By Píndaro

Estava arrumando minha "caixa de lembranças" e achei um texto que um amigo me mandou, há uns 6 anos atrás. Achei interessante postá-lo aqui porque hoje tive uma conversa com minha amiga-irmã e acho que pode servir para motivá-la. Lá vai:

Um cego em Paris

Dizem que existia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: "Por favor, ajude-me, sou cego". Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas de moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora. Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pisadas e perguntou-lhe se tinha sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. O publicitário respondeu: "Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras". Sorriu e continuou seu caminho. O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia: "Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".

Mudar a estratégia quando nada nos acontece pode trazer novas perspectivas. Precisamos sempre escolher a forma certa de nos comunicarmos com as pessoas. "Não adianta simplesmente falarmos; antes, precisamos conhecer a melhor mensagem para tocarmos, sensibilizarmos e convencermos as pessoas."

Lembre-se: "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos." - Charlie Chaplin.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Wish list 2011

"Transportai um punhado de terra todos os dias e farás uma montanha."
By Confúcio

Minha wish list deste ano foi bem pequena e objetiva, ou seja, dois itens que eu queria a todo custo. O primeiro item é o livro "Eu sou Ozzy", uma biografia de Ozzy Osbourne. A louca vontade de lê-lo surgiu numa conversa com um colega do curso de Inglês há um tempo atrás. Ele me contou da vez que o Ozzy mordeu um morcego em um de seus shows, eu ri tanto dele que me despertou o interesse de saber mais sobre esse cara loucão.


O segundo item é uma camisa da banda Metallica escrito "Metallica and justice for all". Não preciso dizer que é a minha cara, não é? Bom, a vontade de comprá-la foi porque uma colega do curso de Inglês estava usando e foi amor à primeira vista. Fui logo perguntando onde ela havia comprado e já avisei que ia comprar uma igual.

Amigos queridos que acompanham este blog ou você, caro desconhecido, caso deseje comprar qualquer um desses itens, já aviso que eu já os tenho. Isso mesmo, comprei ontem. E ainda comprei itens à mais, mas que não faz mal nenhum, porque é tudo meu mesmo. Portanto, caso queiram me presentear, os únicos itens que ainda não tenho são: um apartamento, um carro, um labrador, um macbook air e um iphone 4.

Fiquem à vontade para me presentear, ok? Don't be ashamed.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Time to blow out...


"There's a countdown waiting for me to erupt..."
Music "I Wanna Go" by Britney Spears

Desde ontem eu estava louca para postar, mas na hora não saiu nada. Tanta coisa que eu quero postar, que nem sei por onde começar. Então resolvi não começar por coisa nenhuma. Isso explica mais um de meus posts inúteis, que te faz perguntar porque continuou lendo. Enfim, é isso. Aos poucos venho com as novidades e com as não tão novidades.

See you.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

1912

"Os anos ensinam muito do que os dias nunca saberão."
By Ralph Waldo Emerson

Fui na biblioteca da faculdade procurar algum livro de Direito Comercial que possa me dar uma luz para a prova de amanhã. Entre os diversos livros nas prateleiras teve um que me chamou a atenção, um Código Comercial Anotado do ano de 1912, de um cara chamado Antônio Bento de Faria. O interessante é que minha professora deve ser da época da publicação, aliás, não duvido nada que ela tenha colaborado com alguns comentários à ele. Maldade.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pais desnaturados - a explicação para tudo!

"Na teia de aranha dos fatos, muita verdade é estrangulada."
By Paul Eldridge

Tenho que preencher minha "ficha informativa de saúde" do escotismo e preciso de algumas informações sobre mim que eu desconheço por ser muito pequena na época. Porém, a tentativa de buscar essas informações foi em vão, porque meus pais são desnaturados e não lembram se eu tive caxumba, rubéola e outras doenças que é melhor pegá-las quando criança. A alternativa foi perguntar à minha madrinha... e logo ela veio... mas a Kah era terrível, não parava quieta, mesmo com o braço engessado! Blá, blá, blá e chegamos às respostas, mas elas não interessam para este post, o que realmente interessa é que peguei meu pai lendo um caderninho vermelho que supostamente era pra ser um daqueles caderninhos de bebês. Ele me mostrou que a "minha primeira vez" do meu irmão tinha apenas 1 página e meia (e o caderno é daqueles pequenos), e eu morrendo de raiva disse: quando assim, não tem nada meu anotado aí. E ele me mostrou uma mísera MEIA página do caderno! Agora eu sei de onde vem minhas tentativas frustradas de manter um diário em dia, e o meu blog também. Culpa deles!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

E.M.

"O que importa afinal, viver ou saber que se está vivendo?"
By Clarice Lispector

Para não passar em branco esta data: Feliz Aniversário, E.M.

domingo, 18 de setembro de 2011

Como Pedir Desculpas

"Pior do que não se desculpar, é não perceber que precisa fazê-lo"
By Super Kah.

Sumi por um bom tempo, eu sei. Senti falta de escrever para o blog, mas tava tudo muito corrido que acabei deixando ele de lado (melhor não postar, do que postar de qualquer maneira). Estou finalizando minha monografia hoje, neste momento para ser mais exata, porém, tem algo me incomodando à dias, então resolvi dar uma passada e deixar meu descontentamento.

O texto a seguir não é de minha autoria, mas ele trata do que estou passando. Reflita:

Um mestre chassídico certa vez perguntou a seus discípulos: "Se vocês se perderem numa floresta, é melhor que seja a pé ou a cavalo?"

"É claro que o melhor é se perder andando a pé" – respondeu um dos discípulos. "Você não estaria perdido tão longe como se estivesse a cavalo."

A isso o Rebe replicou: "É melhor se perder estando montado a cavalo. Porque no minuto em que você notar que está perdido, pode sair da floresta muito mais depressa."

Durante nossa jornada pela vida com freqüência nos perdemos. Cometemos erros. Isso é inevitável. Quanto tempo demoramos para reparar nossos erros quando os descobrimos – isso é que faz a verdadeira diferença na qualidade de nossa vida.

Algumas pessoas consideram muito difícil abordar alguém a quem magoaram, e desculpar-se pelo sofrimento que talvez tenham causado. Quantos relacionamentos pessoais e profissionais poderiam ter sido salvos, quantos lares desfeitos teriam sido evitados, quantos afastamentos entre pais e filhos teriam sido resolvidos – se uma das partes envolvidas tivesse tido a coragem de encarar a outra pessoa e dizer: "Sinto muito!" Ainda que acreditemos não tê-lo feito com más intenções ou que não erramos, mesmo assim podemos nos desculpar pela dor que a outra pessoa sofreu.

Admiro a enfermeira que, antes de dar uma injeção, diz ao paciente: "Desculpe, mas isso vai doer." Embora suas ações sejam em benefício do paciente, ela ainda se desculpa pela dor que vai causar a ele."


Algumas pessoas ficam preocupadas ao dizer "Sinto muito". Talvez pensem que ao fazê-lo estarão admitindo que erraram. Talvez temam o que pode acontecer se sua desculpa for rejeitada. No entanto, receberíamos mais respeito do próximo se tivéssemos a coragem de nos desculpar. Tudo que diríamos seria: Sou mais inteligente hoje do que fui ontem, e aprendi alguma coisa nova.

"É nossa ira que nos faz entrar numa briga" – disse certa vez um sábio – "e nosso ego que nos faz continuar nela."

Certa vez, quando eu estava me desculpando com um velho amigo, ele sorriu e disse-me: "Eu gostaria de ter sido tão corajoso quanto você, e pedido desculpas." Nossa antiga amizade foi restaurada e hoje está muito mais forte do que jamais este antes.

Como se desculpar? Apenas faça isso. Com freqüência, é preciso apenas dar uma volta com o cavalo e sair da floresta.

(Como Pedir Desculpas, por Yaakov Lieder)

Sim, este post é uma indireta para uma pessoa que me magoou muito.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Últimas férias frustradas!

Life moves pretty fast. If you don't stop and look around once in a while, you could miss it.
By Ferris Bueller From Ferris Bueller's Day Off

Minhas últimas férias e passou tão rápido! Não posso dizer que não aproveitei, porque não seria verdade. Terminei dois livros (quase terminando o terceiro), assisti algumas séries, reassisti a 1ª temporada de One Tree Hill (tô estacionada na segunda ainda --' ), assisti filmes em casa e no cinema, comi pipoca com sal, pipoca com chocolate e 1 litro de Coca-Cola, saí com amigos várias vezes, reencontrei um amigo querido, conversei, ri, corri, andei, falei, ouvi, gritei, briguei, xinguei, perdoei, perdoaram-me, encontros, desencontros, surpresas, presentes, aniversários, reuniões. Até que foi agitado.

Também não posso dizer que aproveitei 100 porcento. Meu relógio biológico mudou, e passei as duas últimas semanas tentando regulá-lo novamente. Tentei acordar cedo mesmo indo dormir quase ao amanhecer. Sem sucesso. Neste sábado eu tinha que ir no meu curso de Inglês para pegar minhas provas e conversar sobre meu desempenho com meu teacher, 10:00 da manhã. Meu pai decidiu sair mais cedo e então eu levantei às 8:10. Levantei porque não dormi, assim eu não poderia dizer que acordei. Foi até bom - tirando a parte do mau humor - porque fui me deitar aproximadamente às 20:30. Acordei 7:40 no domingo. "Ótimo!", pensei, "agora vou dormir cedo novamente e estarei novinha em folha para a aula de segunda". Aham, e cadê que consegui dormir? ¬¬' Tava um caco, lutando para não dormir pela tarde, e de manhã pedi para minha amiga me deixar em casa, porque eu estava com medo de desmaiar no caminho da saída da faculdade, ou então cair no sono enquanto esperava meu pai.

Com essa luta para me regular, fiquei mais de mau humor do que o habitual. O jeito foi evitar ficar perto de quem gosto enquanto estava nas crises, mas mesmo assim... Um amigo não me convidou para acompanhá-lo no casamento da irmã dele porque segundo ele, das duas vezes que ele veio falar comigo no msn eu estava brava. Ahahaha foi mesmo. Parecia que eu tinha uma nuvenzinha negra e chuvosa em cima da minha cabeça, porque era o tempo todo. Tá loko!

E sei lá, acontece tudo junto que parece até conspiração. Ontem fiquei esperando meu pai no carro e aí ele resolveu trancá-lo, sendo que no carro tem sensor de movimento quando está trancado. O alarme tocou umas 5 vezes e ele veio desligar. Dali a pouco de novo, e de novo e de novo ¬¬' Sorte que eu tava com meu mp4 e não ouvi nada (fiquei com dó do meu irmão dormindo ao lado das buzinadas que o carro dava). E ainda por cima cheguei umas 7:45 na aula, sorte que o professor estava escrevendo a ementa no quadro. E falando em professor, que raiva que passei com esse daí. AAaaah, já estou até vendo como será meu último semestre.

Por falar em último, estas foram minhas últimas férias, pois fim do ano acaba tudo (faculdade e Inglês), ou seja, férias forever. Néh, quem dera, ano que vem acabou a vida boa. Que merda!

Xô nuvenzinha, xô! ¬¬'

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A taça é nossa, digo, do Japão!

"To Our Friends Around the World, Thank You for Your Support."
By Japan's team

Já estava com outro post em mente para esta segunda, mas realizando o pedido do meu amigo Japa (único frequentador assíduo do blog, acho eu), este post será dedicado à todos os japoneses e também seus decendentes e/ou simpatizantes. Aliás, ótima ideia, valeu Japa!

Eu nem fazia ideia de que o Japão estava na final, só fiquei sabendo durante o jogo (a perdida - abapha!). Eu soube também, através dos comentaristas, de que seria sua primeira vitória no Mundial Feminino, e que se os EUA ganhassem, eles seriam a seleção com mais títulos nos mundiais. Assim não dá, né minha gente? Brasil tem que ter mais títulos, e qual é, Japão merecia sentir o gostinho da vitória.

O pessoal twittava sobre isso, parabenizando o país e acrescentando de que eles mereciam um pouco de alegria, pelo que eles vêm passando ao longo dos tempos. Pára. Nada a ver. Não tem nada que chamá-los de vítimas, e sim de um excelente exemplo de superação. Tremeu e destruiu tudo? Ao invés de ficar chorando e se fazendo de vítimas, eles se reconstroem. E rápido. Sabiam que eles reconstruiram em apenas TRÊS MESES tudo o que foi destruido pelo último tsunami que alastrou-se pelo litoral japonês? Enquanto isso, aqui em minha cidade mesmo, tem áreas interditadas há anos! Chove mais do que o normal? Pronto, alaga tudo porque o último problema continua não resolvido e por aí vai. Até quando?



Região de Kesennuma, na província de Miyagi, é coberta por destroços nesta imagem de 20 de março (primeira foto), após tsunami e terremoto que devastou a região. O mesmo local é visto em 3 de junho, após trabalho de limpeza. (Fonte: Uol notícias)

É por isso que me revolto. Ser vítima de qualquer coisa não é motivo para se dizer que merecem vencer. Pelo contrário, o Japão, ou melhor, a seleção feminina de futebol merece a parabenização pelo esforço, pela força de vontade, garra e determinação que mantiveram o tempo todo (e não só nessa final).

Essa final foi linda, jogasso mesmo, daqueles que você não se arrepende de ver. O time das americanas estavam sempre à frente. Abriram vantagem nos 24 minutos do 2º tempo com o gol de Morgan, porém, a felicidade delas não durou muito, pois Miyama empatou para o Japão aos 36 minutos. Consequência: prorrogação de 30 agoniantes minutos. Para nos deixar com o coração na mão, aos 14 minutos do 1º tempo a atacante Wambach deixava sua equipe dos EUA a um passo de alcançar o tricampeonato mundial. Quase morri umas 30 vezes, torcendo e gritando "vaaaaaaaai", até que aos - acredite - 12 minutos do 2º tempo da prorrogação (isso mesmo, faltando 3 míseros minutos para acabar, a artilheira e capitã japonesa Sawa igualou o jogo novamente e colocou seu time para mais perto de conquistar seu primeiro título mundial. E aí só restava os pênaltis.

Confesso que meu medo eram os pênaltis, porque eu achava que a goleira Kaihori era baixinha para cobrir todo o gol e eu temi a derrota japonesa. Bom, paguei a língua. Pois não é que ela fez uma linda e fodástica defesa nos pênaltis!? Amei isso! Bom para elas, bom pra mim, bom para todos que estavam torcendo! Isso sem contar as defesas dela durante o jogo, nem vou comentar senão eu choro!

"A seleção dos EUA não foi feliz nos pênaltis: Boxx e Lloyd desperdiçaram as suas cobranças e a goleira Kaihori defendeu o terceiro dos EUA, cobrado por Heath. A única cobradora americana que converteu foi Wanbach. Do lado japonês, Miyama, Sakaguchi e Kumagai converteram. E a goleira Hope Solo defendeu a cobrança de Y. Nagasato". (Fonte: Placar)


Resultado final: Japão 2 (3) X (1) 2 Estados Unidos.
 
Não tenho como explicar a emoção e a felicidade que senti quando a seleção feminina de futebol do Japão ganhou a Copa do Mundo Feminina. Foi uma alegria sem tamanho ver aqueles olhinhos puxados chorando de emoção. Me segurei pra não chorar junto, tinha visita em casa, e estava do meu lado assistindo e aguentando meus gritos, inclusive era japonesa. Amei amei amei quando meu amigo Japa me ligou logo que acabou o jogo e já soltou um grito "é nóóóóóóis Kaaaaaaaaaaahhhhh" e eu gritei de volta, claro!

E é de coração que também parabenizo e agradeço a seleção dos EUA pela excelente performance. É muito gratificante ter tido a oportunidade de assistir à um jogo tão belo.

E antes que me perguntem, não, eu não sou japa! ^-^